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Festival ArteRua celebra a arte periférica com programação gratuita no Espaço Cultural CITA

há 39 minutos
3 min de leitura

A 2ª Mostra É Tudo Nosso! acontece neste sábado, 3 de outubro, e reúne música, dança, poesia, grafite, moda e performance em um festival produzido do começo ao fim pelos próprios artistas.


Mya Akoma | Divulgação
Mya Akoma | Divulgação

Neste sábado, 3 de outubro, das 15h às 21h, a 2ª Mostra É Tudo Nosso! ocupa o Espaço Cultural CITA, no Jardim Bom Refúgio, com uma tarde inteira dedicada à produção artística das periferias. A entrada é gratuita e a classificação, livre.

O tema desta edição resume bem o espírito do rolê: arte periférica como expressão, resistência e possibilidade.


Um festival feito por quem aprendeu fazendo

O ArteRua é o ponto de chegada do projeto de formação É Tudo Nosso: Base, Coletividade e Compromisso, idealizado pela produtora cultural Nicoly Soares. A ideia parte de uma constatação simples: produzir cultura na quebrada exige compromisso real com os artistas e com quem trabalha nos bastidores.

Depois de uma primeira edição mais teórica, a segunda turma colocou a mão na massa. O percurso teve três etapas:

Base, com dez formações online sobre produção executiva e comercial, redes sociais, produção de eventos e escrita de projetos para editais.

Coletividade, quando a turma organizou três eventos nos territórios, com avaliação ao fim de cada um.

Compromisso, a etapa final, que é justamente o festival, planejado, produzido e tocado pelos próprios participantes.

Para a produtora Ale Barreto, a lógica é clara: na quebrada, produção cultural é compromisso, não é viagem.


Três eventos, um só encontro

A programação do ArteRua costura as linguagens que apareceram ao longo da formação. O Rebrotaê trouxe poesia, literatura, dança e discotecagem. O Vozes em Travessia colocou o corpo no centro, com dança e performance. E o Traços da Periferia foi dedicado às artes visuais. No festival, tudo isso se encontra no mesmo palco e no mesmo chão.

A curadoria leva a assinatura de Coka, Érika, Michael e Yasmin, que escolheram os nomes pela qualidade, diversidade e pela relação com a trajetória construída pelo grupo.


O que rola no palco

A tarde começa com música ambiente e segue com um sarau de microfone aberto, espaço para quem quiser chegar e dizer o seu verso. Depois vêm o pocket show de Coka, a performance Vogue da House of Dengo, o show de Monna Brutal, o DJ set de DJ Lensly e uma apresentação de dancehall com Jahmaico, A Pretaa e Mya Akoma. Coka volta ao palco para fechar a noite.


Arte nas paredes, brechó e espaço para as crianças

Durante todo o evento, o público confere obras de SKUJ, Enilis Romã, SBA e dos participantes da oficina Traços da Periferia. Tem também um cantinho de economia criativa com os livros de Nicoly Soares, o Brechó Subversivo e as peças da Papoulas Joias e Bijus, ótimo para garimpar e apoiar quem produz por ali.

A criançada tem recreação com o coletivo Culture Roots Hifi, que trabalha atividades ligadas à permacultura. E toda a programação conta com tradução simultânea em Libras.


A teimosia como combustível

Quem faz o festival é uma turma de artistas e produtores independentes que se reconhece nas mesmas dores e nas mesmas vontades. Para Tatiane Alves, uma das alunas do projeto, o ArteRua é antes de tudo uma celebração: "Estamos aqui porque somos teimosos". E é exatamente essa energia que dá o tom de um evento que vale a viagem até a zona sul.


Programação

15h: Abertura com música ambiente

15h25: Sarau e microfone aberto

16h05: Pocket show com Coka

16h30: Performance Vogue com House of Dengo

18h20: Pocket show com Monna Brutal

18h55: DJ set com DJ Lensly

19h50: Dancehall com Jahmaico, A Pretaa e Mya Akoma

20h50: Encerramento com Coka


Serviço

2ª Mostra É Tudo Nosso!: Festival ArteRua

Quando: 3 de outubro de 2026, sábado, das 15h às 21h

Onde: Espaço Cultural CITA, Rua Aroldo de Azevedo, 20, Jardim Bom Refúgio, São Paulo

Entrada: gratuita

Classificação: livre

Acessibilidade: tradução em Libras durante todo o evento e espaço kids

 
 
 

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