Festival Bafafá reúne as festas de São Paulo que marcaram uma geração em 12 horas de pista no Bixiga
Samba do Sol, Pilantragi, Festa Piranha, Santo Forte, Gambiarra e Desculpa Qualquer Coisa se encontram pela primeira vez no Teatro Mars, no sábado, 14 de novembro.

Quem viveu a noite paulistana nos anos 2010 lembra bem: o flyer que passava de mão em mão, a festa que começava num endereço e terminava em outro, o amigo que sempre sabia onde seria o próximo rolê. Naquela época, a gente seguia as festas, e não as casas. Cada coletivo tinha sua estética, sua trilha e uma comunidade fiel.
Agora, seis dessas festas de São Paulo que ajudaram a construir a identidade da noite na cidade vão dividir a mesma pista pela primeira vez. O Festival Bafafá acontece no sábado, 14 de novembro, no Teatro Mars, no Bixiga, com 12 horas de música a partir das 16h.
Seis universos, um ponto em comum
O line-up passeia por diferentes linguagens da cultura de pista, mas todos os coletivos compartilham a valorização da música brasileira.
O Samba do Sol traz a força do samba e dos encontros que marcaram sua trajetória. O Santo Forte chega com sua pesquisa de brasilidades. Pilantragi e Festa Piranha levam para a pista uma leitura popular e abrangente da música nacional. A Desculpa Qualquer Coisa mistura brasilidades, eletrônico, pop alternativo e house, enquanto a Gambiarra junta pop nacional e internacional, rock e MPB.
A ideia é poder fazer o que antes era impossível: passar pelo Samba do Sol, emendar na Gambiarra, atravessar a Pilantragi e terminar a noite na Desculpa Qualquer Coisa, tudo no mesmo endereço.
Uma segunda pista para outras vibes
Para quem quer variar, o festival terá uma segunda pista dedicada a outras vertentes da noite: reggae e dancehall com Liz Ventura, hip hop com Vivian Marques, a pesquisa musical do Soul Digging e o Tamenpi, que traz jazz, soul, funk, música latina e africana. Prova de que a noite de São Paulo nunca foi uma só.
Memória para uns, descoberta para outros
O Bafafá não é só um encontro de nostalgia. Para quem chegou depois, é uma chance de entender de onde vieram muitas das referências que ainda movem as pistas da cidade, numa época em que as comunidades nasciam de encontros reais, antes dos algoritmos decidirem o que a gente ouve.
O festival também nasce de uma reflexão sobre a noite pós-pandemia, com a mudança nos hábitos de consumo, o crescimento dos bares vespertinos e a dificuldade de muitas festas independentes manterem seus formatos. Os organizadores querem celebrar esse legado e, ao mesmo tempo, abrir espaço para que uma nova geração crie seus próprios coletivos.
À frente do projeto estão Marina Lopes, DJ e criadora do Samba do Sol, festa que soma 300 edições e mais de 600 mil pessoas, e o produtor Renato Piedade, sócio da agência Jaizz.
O Teatro Mars como cenário
A escolha do endereço não é por acaso. O Teatro Mars, no Bixiga, carrega uma trajetória ligada às artes e à resistência cultural, já recebeu montagens teatrais, desfiles, festivais de rock e rap e noites de samba-rock. Um palco à altura de coletivos que passaram por lugares como Audio, Casa das Caldeiras, Centro Cultural Rio Verde, Martinelli e blocos de Carnaval.
E o Bixiga, com suas cantinas e bares tradicionais, rende um ótimo esquenta antes de entrar.
Serviço
Festival Bafafá
Quando: 14 de novembro de 2026, sábado, a partir das 16h
Onde: Teatro Mars, Rua João Passalaqua, 80, Bixiga, São Paulo
Line-up: Samba do Sol, Pilantragi, Festa Piranha, Santo Forte, Gambiarra e Desculpa Qualquer Coisa, além de Liz Ventura, Vivian Marques, Soul Digging e Tamenpi na segunda pista
Classificação: 18 anos
Ingressos: zig.tickets
Instagram: @bafafa.festival




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